A ponta

do pé da bailarina que sangra e desequilibra

do beque que queimou e não devia

do iceberg que atrapalhou o marinheiro

do barco que parte do cais e não volta mais

da faca que corta o fio de prata e tira a vida

do lápis que assina o contrato e não lê

da linha que foge e abre o tecido

da vara que esqueceram no rio

do dedo que aponta pra outra direção

do mar que acaba na praia

da pedra que alguém pisou

da pipa com cerol

de tudo que passou

do amor que que teve um ponto final

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