O corte

Me cortei
Tentando juntar
Os cacos do amor
Que você quebrou

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(Sobre quem foi)

Quando você se foi
Meu medo maior
Era nunca mais rimar
Mas na poesia do meu peito
Pulsam (uni)versos
Que rimam por si
Em mim

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Com você

Gastei
Duas fotos
Da minha polaroid
Oito poemas
E um mês

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Os planetas estão fora de ordem

Sim. Os planetas estão fora de ordem. É sutil, trocaram sem desalinhar. Foi uma nebulosa que me contou.

O congresso do universo entrou no caos. O ministério do cometa adverte, não pense na crise, não saia de órbita, só gire. A galáxia girará também.

Mas os planetas? Eles estão fora de ordem.

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Nosso sentimento

Quando o olho abre

Percebo a janela

Que esqueceu de se fechar

A cama bagunçada

E a doce surpresa de você ao meu lado

 

O peito bate no ritmo do relógio

O tempo corre lento e intenso

Reforçando o que sinto

Confundindo o que penso

 

Quero uma vida ao seu lado

Quero parar em cada momento

 

O mesmo tempo voa

Passa lento como o sentimento

 

Se faz muito

Ou se faz pouco

Tanto faz

É o suficiente pra dizer

Eu amo você

 

Você me protege em sonhos

Me defende de mim

Recolhe lá de dentro o sorriso

Que esqueci de sorrir

 

Quero uma vida ao seu lado

Quero parar em cada momento

 

O mesmo tempo voa

Passa lento como o sentimento

 

Se faz muito

Ou se faz pouco

Tanto faz

É o suficiente pra dizer

Eu amo você

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Volta

Quando digo

Vou dar uma volta

É sem deixar de orbitar

Seus olhos

 

Se o corpo afasta

É só até o limite

De onde amor ainda

Consegue dar a mão

 

Mas volto pro lado

Pro peito

No abraço

Meu braço

Fecha em laço

Pro corpo presente

O agora

A gente

 

Até voltar a vontade

De dar uma volta

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Gatilho

Hoje sou teletransporte

Pro que sinto

Pro passado que abriu

Cada ferida

Cada olho

Cada sorriso

O chumbo perfura

Fundo

E gasta cada vez mais

o buraco

Maior

Arreganhado

Túnel

Que cruza por dentro

De ponta a ponta

A bala

De vida

Que eu mirei

Em mim

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